O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou nesta sexta-feira (20) que a Prefeitura está reavaliando o contrato com a empresa CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo na Capital. “Enquanto tem um embrólio jurídico, as coisas ainda continuam funcionando. Mesmo com o impasse, a gente ainda tem um contrato e estamos pagando por ele”, disse o gestor ao explicar que o serviço segue ativo enquanto são analisadas possíveis mudanças.
Entre os ajustes em estudo está a ampliação das vagas em regiões comerciais. Segundo Abilio, comerciantes da Avenida do CPA já procuraram a Prefeitura solicitando a implantação do sistema, proposta que deve passar por análise técnica. “Há uma previsão contratual de aumento do número de vagas e nós vamos estudar outros lugares comerciais”, afirmou. A Avenida Carmindo de Campos também aparece como uma das áreas que podem receber o estacionamento rotativo.
O prefeito ressaltou, no entanto, que a gestão pretende evitar a cobrança em bairros residenciais. Como exemplo, citou o entorno do Hospital Jardim Cuiabá, onde a Prefeitura pediu a remodelação das vagas existentes. “Na via principal é necessário garantir a rotatividade para quem vai ao hospital e ao comércio. Mas nas vias paralelas, onde tem área residencial, a gente não vai concordar com esse tipo de estacionamento rotativo”, pontuou.
De acordo com Abilio, a expansão do serviço deve ocorrer apenas onde houver demanda do comércio local. “Não vamos colocar estacionamento rotativo em áreas residenciais. O estacionamento será apenas onde o próprio comércio provocar, ou seja, se o comércio pedir para favorecer a atividade comercial, aí coloca”, destacou.
Durante a reunião com a empresa, também foram debatidas contrapartidas ligadas à revitalização do Centro Histórico. O prefeito sugeriu a participação da CS Mobi na reforma de casarões antigos como parte de um esforço conjunto. “Falamos para eles entrarem na ação de reformar alguns casarões e a Prefeitura entra com a contrapartida de prestação”, explicou.
Outro tema tratado foi a situação de artesãos e comerciantes que atuavam no Mercado Municipal. Segundo Abilio, a gestão pediu a criação de um aluguel social e a garantia de espaço para atividades tradicionais. “Vai ter que ter um aluguel social para quem ajudou aquilo ali funcionar. Essas pessoas que mantiveram viva a história do mercado vão ter que permanecer naquele espaço”, afirmou.