DISPUTA PELO PAIAGUÁS

Fagundes rebate fala de Pivetta e cobra responsabilidade: “acusar sem prova é perigoso”

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Fagundes rebate fala de Pivetta e cobra responsabilidade: “acusar sem prova é perigoso”

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, adotou um tom firme ao comentar declarações recentes atribuídas ao vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o comando do Estado nos próximos dias.

Em coletiva de imprensa, Fagundes foi questionado sobre falas de Pivetta em um evento de filiação do deputado federal Juarez Costa ao Republicanos, realizado nesta quinta-feira (26). Na ocasião, o vice-governador fez um discurso em tom de transição e levantou suspeitas de práticas de corrupção sem citar nomes, ao afirmar: “vocês não querem governante que peça 30% de volta. Vocês sabem do que eu estou falando aqui”.

Ao responder, o senador evitou personalizar o debate, mas fez críticas diretas ao que classificou como falta de responsabilidade em declarações públicas. “Eu não analiso adversário. Faço o meu trabalho com humildade, ouvindo as pessoas e defendendo aquilo em que acredito”, declarou, reforçando seu perfil municipalista e seu compromisso com a descentralização de recursos.

Fagundes foi enfático ao alertar para os riscos de acusações sem provas. Segundo ele, qualquer denúncia precisa estar amparada por evidências concretas. “Acusar sem prova é muito perigoso. Quem faz isso deve ser responsabilizado”, afirmou.

O senador também relembrou episódios anteriores da política estadual, citando situações em que acusações semelhantes teriam causado prejuízos à administração pública e à população, inclusive com impactos em obras e serviços. Para ele, esse tipo de postura compromete a confiança nas instituições.

Sem entrar em confronto direto, Fagundes demonstrou preocupação com o momento político, especialmente diante da iminente posse de Pivetta no comando do Estado. “Se antes mesmo de assumir já há esse tipo de comportamento, é preciso refletir sobre o que pode vir depois”, pontuou.

Ao final, o parlamentar reafirmou sua linha de atuação baseada no diálogo e na responsabilidade. “Não sou homem de briga, sou homem de luta. Política é disputa de ideias, não espaço para agressões ou afirmações que não possam ser comprovadas”, concluiu.