O governador Mauro Mendes tratou como no mínimo “estranha” a CPI que vai investigar contratos da Saúde e praticamente carimbou a comissão como produto do calendário eleitoral. Disse que a Assembleia tem direito de investigar, mas questionou a utilidade de reabrir um caso que já passou por Polícia Civil e Ministério Público. “Não existe contemporaneidade neste pedido, e fatos que já foram investigados pelo Ministério Público, pela Polícia, que já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo, me pareceu muito estranha essa atitude feita nesse momento”, disparou, deixando no ar a crítica de que a CPI nasce mais política do que técnica.
O constrangimento aumentou quando deputados correram para retirar assinaturas após a instalação da comissão, alegando que nem sabiam que estavam no pacote. Mendes explorou a cena como retrato do ano eleitoral e acusou o Parlamento de misturar mandato com campanha. “Eu fiquei sabendo que tem alguns deputados que já entraram com o expediente na Assembleia Legislativa, pedindo a exclusão porque não existe contemporaneidade neste pedido”, afirmou, antes de cutucar o clima eleitoral. “É natural que em ano eleitoral surjam muitas questões com vários objetivos. Tem deputados que estão num partido que pode estar aliado com o Partido B, com o Partido C, e o que eu acho lamentável é que haja uma confusão desses papéis. Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos nós temos o dever de ser leal com o exercício do cargo que nós temos agindo corretamente e não criando barulhos ou ruídos desnecessários, ou seja, por qualquer pretexto ou objetivo que for”, posicionou.