O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, jogou gasolina na crise da CPI da Saúde ao afirmar que qualquer decisão da Casa deve acabar nos tribunais. Em meio à polêmica retirada de assinaturas do requerimento, o chefe do Legislativo admitiu que o embate tende a sair do plenário e migrar para a Justiça. “Independente da decisão, a judicialização provavelmente será um caminho a ser percorrido por aqueles que entenderem que a decisão tomada por essa Casa não atendeu ou não agradou”.
Segundo Max, o caso é “bastante polêmico” e cercado de fragilidades jurídicas, especialmente pela ausência de data nas assinaturas do pedido de CPI, o que levantou suspeitas de que o requerimento teria sido “reciclado” com apoios de 2023. “Eu não estou dizendo que as assinaturas são de 26, 25 ou 22. Não tem como saber. Não tem data”, disparou. Apesar disso, ele disse confiar na palavra dos deputados que alegam ter assinado anos atrás, ainda que, do ponto de vista jurídico, prevaleça a data do protocolo.
O impasse foi parar na Procuradoria da Casa e ganhou novo fôlego com parecer que recomenda confirmar formalmente as assinaturas e delimitar melhor o objeto da investigação. Mesmo reconhecendo que recorrer ao Judiciário “não é o caminho ideal”, Max afirmou que é um direito de quem se sentir prejudicado. “Muitas vezes as pessoas não se sentem atendidas por uma decisão e têm o direito de buscar a Justiça”, concluiu, ao admitir que a CPI da Saúde pode virar mais um capítulo de disputa judicial no Parlamento.