O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que integrantes de facções criminosas estariam proibindo presos de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e determinando apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante entrevista, após a repercussão de um vídeo publicado pelo prefeito nas redes sociais em que associa eleitores de Lula a presos, integrantes de facções, usuários de drogas e pessoas favoráveis ao aborto.
Segundo Abilio, vídeos que circulam nas redes sociais mostrariam integrantes de facções no Rio de Janeiro orientando eleitores a não votar em Flávio Bolsonaro e a escolher Lula. O prefeito não apresentou, durante a entrevista, informações sobre a origem ou eventual verificação do conteúdo.
“Hoje você vê diversos vídeos, por exemplo, no Rio de Janeiro, de faccionados proibindo votar no Flávio Bolsonaro e definindo que tem que votar no Lula”, afirmou.
Abilio também voltou a defender as declarações feitas anteriormente sobre o perfil do eleitorado de Lula nas pesquisas eleitorais. Ele citou presos, usuários de drogas, pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e defensores do aborto.
“Então, assim, é uma pergunta comum e a sociedade sabe. O faccionado vai votar em quem? No Lula ou no Bolsonaro? O drogado, dependente químico vai votar em quem? No Lula ou no Bolsonaro?”, declarou.
Decisão da Justiça Eleitoral
A declaração ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinar que Abilio retirasse do Instagram, no prazo de 24 horas, um vídeo em que associava eleitores de Lula a presidiários, integrantes de facções e dependentes químicos.
A decisão foi tomada em uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Abilio afirmou que pretende apresentar defesa à Justiça Eleitoral e disse que cumprirá eventual determinação para retirar o conteúdo.
“Infelizmente, o PT, principalmente da campanha do Lula, entrou com uma ação pedindo que eu retirasse esse vídeo do ar. Nós vamos defender, vamos justificar. E aí, se a Justiça mandar tirar, a gente tira. Não tem problema nenhum”, afirmou.