ELEIÇÃO SOB SUSPEITA

Abilio cobra investigação sobre ‘dinheiro vivo’ na campanha

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Abilio cobra investigação sobre ‘dinheiro vivo’ na campanha

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cobrou nesta terça-feira (18) uma investigação sobre a circulação de grandes quantias em dinheiro vivo durante o período eleitoral e afirmou que autoridades precisam apurar a origem dos recursos. Ao mesmo tempo, defendeu que operações policiais ocorram quando houver elementos para investigação, mas sem serem utilizadas como “espetáculo” político.

A declaração foi dada ao comentar a operação da Polícia Federal que atingiu o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado, o deputado federal Fábio Garcia (União-MT), o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e outros investigados.

Abilio afirmou que também é necessário olhar para candidatos e pessoas que circulam com grandes valores em espécie durante a campanha.

“Investiga, inclusive, esse pessoal que está andando com o dinheiro aí na campanha. Um monte de dinheiro vivo rodando aí na cidade, na campanha. Dinheiro na mão de todo mundo aí. Investiga, pô”, disparou.

O prefeito citou ainda casos de pessoas que declaram possuir centenas de milhares de reais em dinheiro vivo e questionou a origem desses valores.

“O cara declara que tem 700, 400, 500 mil em casa e o dinheiro vai pulverizando. Investiga. Investiga como que essas pessoas enriqueceram de tais formas. Investiga”, afirmou.

‘Não pode ter blindagem’

Para Abilio, o período eleitoral não deve servir como impedimento para operações policiais. Na avaliação dele, investigações podem ocorrer em qualquer esfera do poder público, desde que existam elementos que justifiquem a atuação das autoridades.

“Essas operações têm liberdade de acontecer. Pode acontecer operação em qualquer uma das esferas, no Governo do Estado, na Prefeitura de Cuiabá, no Governo Federal, em qualquer um pode ter a operação da Polícia. E em qualquer tempo, desde que haja uma plausibilidade para que isso possa acontecer”, declarou.

Apesar disso, o prefeito fez críticas à forma como determinadas operações são conduzidas e divulgadas. Para ele, medidas policiais não devem ser convertidas em ações de exposição pública capazes de influenciar a disputa eleitoral.

“Nós não podemos transformar atos de investigação de situações que podem ter ocorrido, escândalos de corrupção ou circunstâncias adversas, em espetáculo para o processo eleitoral”, afirmou.

Ao comentar a operação que teve integrantes do grupo político de Mauro Mendes entre os alvos, Abilio questionou especificamente a apreensão de passaportes e a exposição das ações policiais.

“Você vai lá com uma operação da polícia, bate na casa do cara seis horas da manhã e chega lá e fala: ‘Me dá o seu passaporte’. Qual é a justificativa? Fez mídia? Fez vídeo, postou na internet”, disse.

Segundo o prefeito, se houver necessidade de cumprimento de mandados para coleta de provas, a polícia deve agir, independentemente do calendário eleitoral.

“Se há necessidade de fazer uma operação para ir na casa do cara às seis horas da manhã, façam. Façam. Mas não chega lá e pega só o passaporte do cara e vai embora”, afirmou.