CONTAS PÚBLICAS

Blairo Maggi cobra corte de gastos de Lula e diz que ajuste é necessário para juros caírem

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Blairo Maggi cobra corte de gastos de Lula e diz que ajuste é necessário para juros caírem

O ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PP) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa controlar os gastos públicos para criar condições para uma redução consistente da taxa de juros no país.

Em entrevista à CNN Brasil, durante um evento promovido por um grande banco, Maggi avaliou que, enquanto o governo mantiver o atual nível de despesas, dificilmente haverá espaço para uma queda dos juros.

“Se este governo que nos trouxe até aqui, com juros tão altos, não parar de gastar, não vai conseguir criar as condições para que os juros caiam”, afirmou.

A taxa básica de juros, a Selic, está atualmente em 14% ao ano. Para o ex-governador, a melhora do cenário fiscal depende de um ajuste efetivo nas contas públicas, com equilíbrio entre arrecadação e controle das despesas.

“Para mudar esse cenário, terá que fazer um grande e verdadeiro ajuste fiscal, colocando as contas públicas em ordem”, declarou.

Maggi também colocou em dúvida a disposição do governo federal para adotar medidas de contenção de gastos.

“Vai fazer? Não sei. Mas, sem isso, dificilmente teremos uma queda consistente dos juros”, afirmou.

Apesar das críticas à política fiscal, Blairo Maggi mantém uma relação política antiga com Lula. Em 2002, quando foi eleito governador de Mato Grosso pela primeira vez, apoiou o petista no segundo turno da eleição presidencial.

O ex-ministro também é apontado como uma liderança do agronegócio com influência em articulações envolvendo nomes para o Ministério da Agricultura em diferentes governos, entre eles Tereza Cristina (PP), Neri Geller (PP) e Carlos Fávaro (PSD).

Na semana passada, Eraí Maggi, primo de Blairo, participou de um jantar no Palácio da Alvorada com Lula, banqueiros e empresários. Durante o encontro, representantes de diferentes setores, incluindo o agronegócio, demonstraram preocupação com o equilíbrio das contas públicas e defenderam condições para a redução dos juros.