O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) afirmou ser contrário à adoção de penas diferenciadas para casos de feminicídio. Para ele, homens e mulheres devem receber a mesma punição quando cometerem homicídio.
Durante entrevista à imprensa, Galvan declarou que não concorda com a diferenciação das penas com base no sexo da vítima.
“A morte de uma mulher não é diferente da morte de um homem. Nós somos seres humanos. Toda lei que você prevalece um lado, ela não funciona e nunca funcionou e não vai funcionar”, afirmou.
O candidato também criticou o endurecimento das penas como estratégia de combate à violência contra as mulheres. Na avaliação dele, as políticas públicas deveriam atuar nas causas dos crimes.
“O que está acontecendo, na realidade, hoje, é que estão atacando o problema, mas não a causa. Onde está a causa? Alguém foi ao lar dessa família para saber como é que eles estavam vivendo?”, questionou.
Galvan afirmou que, mesmo com penas mais severas, os crimes continuariam ocorrendo se os fatores que levam à violência não forem enfrentados.
“Você pode botar cem anos de pena para o cara, pode botar pena de prisão perpétua, que, quando existe uma provocação pelo sistema, pela causa, acaba acontecendo [a morte]. Então, o que tem que trabalhar é na causa do problema e não falar depois que o problema aconteceu”, disse.
O candidato defendeu ainda que todos os homicídios tenham a mesma penalidade e citou problemas financeiros e a desestruturação familiar como fatores que podem contribuir para conflitos dentro de casa.
“Um dos graves problemas é essa situação econômica que hoje vive o país. A família está desestruturada, não tem mais condições financeiras de poder manter os filhos, pagar as despesas de casa, e começa a virar uma guerra dentro de casa”, afirmou.
Ao final, Galvan reconheceu que mulheres estão fisicamente mais vulneráveis, mas manteve a defesa de penas iguais para homens e mulheres que cometam homicídio.