O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), estiveram no Palácio Paiaguás nesta terça-feira (11), em meio à pressão para definir a composição da chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição.
A principal pendência está na vaga de vice. O nome anunciado para a função é o do ex-chefe da Casa Civil Fábio Garcia (União Brasil), aliado de Mauro Mendes. A permanência dele, porém, passou a ser discutida após a Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga pagamentos feitos pelo Governo de Mato Grosso à operadora Oi durante a gestão de Mauro.
A movimentação desta terça ocorre após uma reunião reservada, realizada na noite de segunda-feira (10), que reuniu integrantes do União Brasil, Republicanos e PP. O encontro tratou justamente dos rumos da aliança e da formação da chapa.
Mauro Mendes estaria pressionando pela manutenção de Fábio Garcia como vice e, nos bastidores, teria condicionado seu apoio à permanência do aliado na composição. A posição enfrenta resistência, principalmente diante da avaliação de Pivetta sobre os impactos políticos da investigação na disputa eleitoral.
O impasse também alterou a agenda do governador. Pivetta havia convocado uma coletiva de imprensa na segunda-feira, mas o encontro foi cancelado. Uma nova coletiva chegou a ser prevista para esta terça, mas também acabou suspensa.
Com Mauro Mendes e Max Russi no Paiaguás, as articulações ganharam novo capítulo. A expectativa é de que as lideranças tentem chegar a um acordo sobre a composição da chapa ainda nesta terça-feira.
A definição do vice ultrapassa a escolha de um nome e expõe uma disputa interna pelo comando político da aliança que pretende sustentar a candidatura de Pivetta. De um lado, Mauro tenta preservar o espaço de Fábio Garcia. Do outro, Pivetta precisa definir uma composição que considere o cenário político e os efeitos da Operação Heritage sobre a campanha.