CRISE NO UNIÃO

Mauro ironiza racha com Jayme e diz que senador “não é unanimidade” no partido

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Mauro ironiza racha com Jayme e diz que senador “não é unanimidade” no partido

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) minimizou o racha com o senador Jayme Campos (União Brasil) e afirmou que o parlamentar não é unanimidade dentro da legenda. A declaração foi dada nesta segunda-feira (31), durante entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real.

Mauro voltou a defender a decisão do União Brasil de apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição e ressaltou que o posicionamento foi definido em votação interna da legenda. Jayme Campos também disputou a decisão, mas acabou derrotado por 30 votos a 19.

Segundo Mauro, a divergência entre os dois não é recente. Ele afirmou que já havia comunicado ao senador, ainda no ano passado, que pretendia apoiar Pivetta, mas que a definição sobre o posicionamento oficial caberia ao partido.

“Essa conversa que eu tive com o Jaime no ano passado, eu deixei muito claro a ele que eu, Mauro Mendes, e eu tenho o direito de fazer isso. Qualquer cidadão tem o direito de apoiar, votar em quem ele bem quiser. Eu disse ao Jaime que eu ia apoiar o Otaviano Pivetta. E que o partido ia decidir”, afirmou.

Ao comentar o conflito interno, Mauro ironizou o próprio nome da legenda e disse que o União Brasil abriga diferentes correntes e posicionamentos.

“Gente, o partido é isso. Por isso que chama partido, Mauro, porque ele é partido. Ele não é unido. Embora o nosso se chama União Brasil, mas o partido tem várias linhas, várias formas de pensar, ele representa uma parte da sociedade. E o Jaime não é unanimidade dentro do partido, nem eu sou”, declarou.

O ex-governador também rejeitou a avaliação de que a escolha por Pivetta teria sido uma decisão exclusivamente sua. Para Mauro, o resultado da votação interna encerrou a disputa sobre o posicionamento da legenda.

“Então quem decidiu no voto não foi o Mauro Mendes. Ele perdeu por 30 a 19, eu fui apenas um voto desses 30. Então pronto, democracia, isso faz parte”, disse.

Mauro ainda afirmou que a maioria dos prefeitos e integrantes do União Brasil passou a seguir a decisão tomada pela legenda e apoiar Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

“Os prefeitos do União Brasil todos estão apoiando o Pivetta agora nas eleições. A grande maioria absoluta do partido está apoiando o Pivetta, seguindo o resultado democrático das votações na convenção do partido. Isso chama-se democracia partidária”, afirmou.

Por fim, Mauro classificou as divergências internas como naturais e defendeu que o resultado da votação seja respeitado pelos integrantes da legenda.

“É normal que tenha divergência interna, e é absolutamente normal que você vai lá, vote, decida no voto. Quem ganhou segue em frente”, concluiu.