DEBATE PRESIDENCIAL

Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio de Lula já atuou no governo petista

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Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio de Lula já atuou no governo petista

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responsável pela decisão que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial desta quinta-feira (1º) já ocupou cargos no governo federal durante a gestão petista.

Indicada por Lula para o TSE em 2025, a magistrada atuou anteriormente no Ministério da Justiça e Segurança Pública e na Presidência da República.

Durante o governo Lula, ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, sob a gestão do então ministro Flávio Dino. Posteriormente, passou a atuar como assessora especial da Presidência da República, na área internacional, que era comandada pelo ex-chanceler Celso Amorim.

A ministra também integrou o Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e teve atuação ligada a temas como proteção de dados, direito digital e inteligência artificial.

A decisão que colocou seu nome no centro da discussão eleitoral foi tomada em caráter de urgência, após pedido relacionado à transmissão do debate da Globo.

Na determinação, a ministra proibiu a emissora de exibir a cadeira ou o púlpito vazio destinado a Lula, que havia informado que não participaria do programa. Segundo a decisão, a imagem poderia produzir efeitos que ultrapassariam a simples informação sobre a ausência do candidato e representar risco de impacto sobre o eleitorado.

A medida gerou reação entre adversários do presidente e passou a ser questionada publicamente por integrantes da oposição, que apontaram possível favorecimento ao candidato petista.

A Globo acabou cancelando o debate após receber decisões judiciais que, segundo a emissora, alteraram as regras previamente acordadas com as campanhas e criaram insegurança para a realização do programa.

O episódio colocou novamente o papel da Justiça Eleitoral no centro da disputa presidencial, especialmente a poucos dias do primeiro turno.