ANUÁRIO DA SEGURANÇA

MT registra alta nos estupros e aparece entre estados com maiores taxas do país

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MT registra alta nos estupros e aparece entre estados com maiores taxas do país
Reprodução

Mato Grosso registrou crescimento nos casos de estupro em 2025 e segue entre os estados brasileiros com os maiores índices de violência sexual. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, foram contabilizadas 626 vítimas de estupro no estado no ano passado, número 13,3% maior que o registrado em 2024. A taxa chegou a 32,4 casos para cada 100 mil habitantes, acima da média nacional.

O cenário é ainda mais preocupante quando analisados os registros de estupro de vulnerável, que envolvem menores de 14 anos ou pessoas sem capacidade de consentimento. Em Mato Grosso, foram 1.434 ocorrências desse tipo em 2025, com uma taxa de 74 casos por 100 mil habitantes.

Apesar de representar uma leve redução em comparação ao ano anterior, o índice mantém o estado entre os que apresentam as maiores taxas do país.

No Brasil, o Anuário aponta que a violência sexual atingiu o maior patamar da série histórica. Ao longo de 2025, foram registrados mais de 88 mil estupros em todo o território nacional, uma média de uma vítima a cada seis minutos.

Os dados também mostram que crianças e adolescentes continuam sendo os principais alvos. Cerca de 76% das vítimas tinham até 13 anos e aproximadamente 88% eram do sexo feminino. Em grande parte das ocorrências, o autor do crime era alguém conhecido da vítima e a violência aconteceu dentro da própria residência.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aumento dos registros acompanha uma tendência observada nos últimos anos e pode estar relacionado tanto à permanência dos casos de violência quanto ao crescimento das denúncias e da busca por atendimento nas redes de proteção.

A entidade reforça a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção, fortalecer a proteção de crianças e adolescentes e garantir mecanismos de acolhimento às vítimas, além de incentivar denúncias para interromper ciclos de violência que permanecem escondidos, principalmente dentro do ambiente familiar.