REDAÇÃO PODER MT - O deputado federal Fábio Garcia (União), pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), e o secretário estadual da Casa Civil, Mauro Carvalho, estão entre os alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6). Ambos foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura um suposto esquema de peculato, lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, que resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões para encerrar uma disputa tributária.
Além de Fábio Garcia e Mauro Carvalho, também são investigados o ex-governador Mauro Mendes (União), o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e o procurador do Estado Hélio Palma. O caso tramita sob sigilo no STF.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura composta por fundos de investimento e empresas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos valores.
Ao todo, a Operação Heritage cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas como bloqueio e indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões, quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, recolhimento de passaportes, proibição de deixar o país e restrição de contato entre os alvos.
De acordo com a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, uso indevido de informação privilegiada e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de outras infrações que possam ser identificadas ao longo das investigações.