O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) voltou a criticar a atuação do Congresso Nacional durante as comemorações do 7 de Setembro, realizadas nesta segunda-feira (7), em Cuiabá. Candidato à reeleição, ele questionou a representatividade do Senado e defendeu a renovação dos parlamentares que estarão em disputa nas eleições de outubro.
Ao comentar o significado da Independência do Brasil, Pivetta afirmou que a data também deveria servir para uma reflexão sobre a autonomia das instituições e a atuação dos representantes eleitos.
“Independência do Brasil é um dia de comemorar, mas também de refletir. Olha que tamanho é a nossa independência hoje, com esse Congresso Nacional que nós temos aí, que não representa o sentimento da população, que não age de acordo com a ordem popular”, declarou.
O governador também foi questionado sobre sua confiança no Supremo Tribunal Federal (STF). Pivetta afirmou acreditar nas instituições e classificou o Supremo como um dos pilares da democracia. Na sequência, porém, direcionou as críticas ao Senado, responsável constitucionalmente por processar e julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade.
“Eu acredito nas instituições. O STF é um dos tripés da democracia. Lá dentro do STF tem juízes que podem ser retirados de lá. Isso só depende do Senado Federal”, afirmou.
A Constituição estabelece que um ministro do Supremo pode ser processado por crime de responsabilidade e, em caso de julgamento, uma condenação depende do voto de dois terços dos senadores.
Pivetta questionou, então, a ausência de medidas do Senado em relação ao Supremo e atribuiu a situação ao que classificou como falta de liberdade de parte dos parlamentares.
“Não mexe com ninguém por quê? Porque a maioria deles tem rabo preso. Não tem liberdade. O povo dá o voto, dá o mandato e as pessoas sem liberdade vão lá e não fazem o que têm que fazer”, declarou.
Diante desse cenário, o governador defendeu que os eleitores promovam uma mudança na composição do Senado durante as eleições deste ano.
“Então vamos trocar os senadores. Agora dá para botar dois nessa próxima eleição”, disse.
Disputa pelo Senado
Em 2026, Mato Grosso elegerá dois novos senadores. Em todo o país, serão 54 cadeiras em disputa, o equivalente a dois terços das vagas do Senado.
A candidatura de Pivetta à reeleição está vinculada à chapa que tem o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP) como candidatos ao Senado. A Federação União Progressista oficializou os dois nomes e o apoio à candidatura de Pivetta em agosto.
Na disputa pelo Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL-MT), principal adversário de Pivetta, está aliado a José Medeiros (PL-MT) e Janaina Riva (MDB) na corrida pelas duas vagas ao Senado.
Também estão na disputa Carlos Fávaro (PSD), Pedro Taques (PSB), Antônio Galvan (Avante), Coronel Darwin (Democrata), Beny Godoy (Agir) e Professor Nelson Ferreira (Agir), além de Mauro Mendes, Margareth Buzetti, José Medeiros e Janaina Riva.