EM CUIABÁ

Servidor do Liceu Cuiabano faz enteada refém e morre em confronto com a PM

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Servidor do Liceu Cuiabano faz enteada refém e morre em confronto com a PM

REDAÇÃO PODER MT - Servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis morreu na noite desta segunda-feira (11), durante uma ocorrência policial no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, após manter a enteada sob ameaça dentro da residência da família.

De acordo com informações da Polícia Militar, o homem estava armado e mantinha a jovem em cárcere privado. A situação mobilizou equipes da RAIO, Rotam, Força Tática e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Antes da chegada dos policiais, a vítima conseguiu gravar vídeos em que Valdivino aparece segurando uma arma de fogo e fazendo declarações relacionadas ao término do casamento. Em um dos registros, ele afirma que “iria morrer” e menciona ter sido “enganado durante 28 anos”.

Segundo o boletim de ocorrência, os militares receberam a denúncia enquanto aguardavam atendimento de outra ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc). Ao chegarem ao endereço, as equipes fizeram o isolamento da área e passaram a monitorar a movimentação dentro da casa.

Durante a ação, os policiais ouviram barulhos vindos do imóvel e decidiram entrar pelos fundos diante do risco iminente à vítima. Pela janela, os militares relataram ter visto o suspeito apontando um revólver para a cabeça da enteada, enquanto ela conversava ao telefone.

Ainda conforme a PM, minutos depois Valdivino abriu a porta dos fundos e se deparou com os agentes. Os policiais ordenaram que ele largasse a arma e se rendesse, mas o servidor teria direcionado o revólver para a equipe.

Diante da ameaça, os militares efetuaram disparos. O homem caiu no local ainda segurando a arma.

A jovem foi retirada da residência sem ferimentos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no imóvel e confirmou a morte de Valdivino.

A cena foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, que investigará o caso.