REDAÇÃO PODER MT - A disputa interna do União Brasil para definir o rumo da legenda nas eleições de 2026 será decidida em votação secreta no próximo dia 30 de julho. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Júlio Campos, que afirmou acreditar que a maioria dos convencionais deverá optar pelo lançamento do senador Jayme Campos como candidato ao Governo de Mato Grosso.
Segundo o parlamentar, cerca de 50 integrantes participarão da votação, responsável por definir não apenas a candidatura ao Palácio Paiaguás, mas também os nomes que disputarão vagas ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
A convenção teve sua data antecipada após entendimento entre lideranças do partido. Conforme Júlio, o encontro, inicialmente previsto para 4 de agosto, foi remarcado para 30 de julho, das 15h às 18h, após uma reunião entre o ex-governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos. O grupo que defende candidatura própria queria que a definição ocorresse em 25 de julho, mas aceitou o acordo.
Na avaliação do deputado, o cenário interno é favorável à tese da candidatura própria. Ele estima que aproximadamente 35 dos votantes apoiem o projeto de colocar Jayme Campos na corrida pelo Governo do Estado.
Júlio argumentou que disputar o Executivo estadual é fundamental para fortalecer o desempenho eleitoral do União Brasil nas eleições proporcionais. De acordo com ele, a ausência de um candidato ao Governo poderia comprometer a formação das bancadas estadual e federal da sigla.
Questionado sobre possíveis divergências após a convenção, o deputado afirmou que a decisão do União Brasil ainda será discutida com o Progressistas (PP), parceiro de federação. Segundo ele, tanto dirigentes do PP quanto o presidente estadual do União, Nilson Leitão, já sinalizaram que não devem criar obstáculos caso prevaleça a candidatura própria.
O parlamentar também afirmou que eventuais integrantes do partido que prefiram apoiar a pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) terão liberdade para fazê-lo. Entre eles, citou Mauro Mendes, que deve disputar uma vaga ao Senado.
Ao comentar esse cenário, Júlio relembrou a eleição suplementar ao Senado realizada após a cassação de Selma Arruda. Na ocasião, o partido apoiou Nilson Leitão, enquanto Mauro Mendes foi liberado para apoiar Carlos Fávaro.
Para o deputado, as divergências internas não serão exclusividade do União Brasil. Ele afirmou que o PL também enfrenta movimentos semelhantes em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo, mencionando posicionamentos de lideranças como os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Abilio Brunini, de Cuiabá.