O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou acreditar que servidores públicos e lideranças municipais que não declaram apoio à sua candidatura podem garantir uma votação maior nas urnas.
Segundo Wellington, existe uma espécie de “voto silencioso” entre o funcionalismo público, que evitaria manifestar publicamente sua preferência eleitoral por receio de retaliações.
“Isso de voto silencioso é natural em todas as campanhas. O governo faz pressão, mas a população vota secreto e vai lá e faz de forma democrática, soberana”, afirmou o candidato nesta segunda-feira (28).
Wellington também acusou o grupo do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), de pressionar prefeitos para que apoiem sua candidatura.
Segundo ele, a suposta pressão estaria relacionada à liberação de convênios e repasses de recursos do Estado aos municípios.
“Há pressão em cima das lideranças. E os prefeitos reclamando para mim: ‘Wellington, estou só no faz de conta, porque eles estão pressionando. Se eu falar que voto contra, eles não entregam o convênio, não repassam o recurso’”, relatou.
O senador afirmou ainda que prefeitos estariam sendo cobrados a declarar apoio à candidatura de Pivetta sob ameaça de não receber recursos previstos em convênios.
“Eles exigem que todos os prefeitos têm que apoiar, que senão não vai pagar o convênio. Sabe o que é isso? Abuso de poder político”, declarou.
As acusações de pressão sobre prefeitos já foram negadas por Pivetta e também por alguns prefeitos filiados ao PL.