VIÉS ELEITORAL

Abilio chama reajuste do Bolsa Família de “desespero” e acusa Lula de tentar mudar pesquisas

· 1 minuto de leitura
Abilio chama reajuste do Bolsa Família de “desespero” e acusa Lula de tentar mudar pesquisas

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como “desespero da esquerda” o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a medida tem “claro viés eleitoral”.

O benefício passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.

Durante declaração sobre o assunto, Abilio afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro (PL) estaria à frente nas pesquisas para a Presidência da República e associou o reajuste à tentativa do governo federal de mudar esse cenário.

“O que ele fez é aumentar R$ 91 às vésperas da eleição, com claro viés eleitoral e prejudicando a população com um valor que não vai mudar muita coisa na vida dessas pessoas”, afirmou.

“Acredito que o Flávio [Bolsonaro] está na frente das pesquisas. Tanto é o desespero da esquerda agora, aumentando R$ 91 no Bolsa Família, tentando reverter a situação”, completou.

Abilio também criticou o valor do reajuste e afirmou que o aumento seria insuficiente para representar uma mudança significativa para os beneficiários.

“Já que vai tentar comprar o voto do eleitor com o aumento do Bolsa Família às vésperas da eleição, pelo menos que aumente para R$ 850. R$ 91 não dá para comprar uma cesta básica, não dá pra comprar um sacolão”, disse.

O prefeito ainda defendeu mudanças nas regras do programa para permitir que beneficiários continuem recebendo o auxílio mesmo após conseguirem emprego.

Ele também citou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e defendeu uma regra semelhante para pessoas com deficiência.

“Aproveita e já altera o Bolsa Família para que a pessoa que quer trabalhar não perde. A pessoa que vai trabalhar hoje perde o Bolsa Família. Então, pelo menos mude essas regras”, afirmou.

Abilio também questionou a atuação da Justiça Eleitoral diante do reajuste anunciado às vésperas da eleição e comparou a situação com medidas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A Justiça Eleitoral não faz nada. Se fosse o Bolsonaro fazendo isso, Bolsonaro já tinha a eleição dele anulada”, declarou.