O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) associou o aumento da violência dentro das famílias à situação econômica do país e afirmou que dificuldades financeiras podem transformar conflitos domésticos em episódios de violência.
A declaração ganhou repercussão após Galvan ser questionado sobre o caso de uma mulher de Nova Mutum que levou 15 facadas durante uma agressão atribuída ao companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.
Ao comentar o episódio, o candidato classificou a situação como um problema individual.
“Não sei, aí é um problema pessoal de cada um, o que eu vou fazer? Eu sair de um relacionamento não tinha problema nenhum. Se tu tiver que sair, tu tem que saber que quando você vai viver com uma pessoa, pode existir um fim”, afirmou.
Antes de ser questionado especificamente sobre o caso, Galvan havia relacionado a violência doméstica à crise financeira enfrentada pelas famílias.
“Um dos graves problemas é essa situação econômica hoje que vive no país. A família está desestruturada, não tem mais condições financeiras de poder manter os filhos, pagar a despesa de casa, e começa a virar uma guerra dentro de casa”, declarou.
Em outro momento, voltou a defender a mesma tese.
“A economia nossa está derretendo. Você hoje, com o salário que tem, não consegue mais comprar comida para botar dentro do lar. Imagina pagar as contas que são fixas de água, telefone, energia e assim por diante. Esse é um dos fatos hoje, que para mim está acontecendo, essa briga interna do lar, que acaba virando em morte”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a agressão ocorrida em Nova Mutum e sobre a frequência de crimes relacionados à rejeição ao fim de relacionamentos, Galvan voltou a tratar o episódio como uma questão particular.
Na sequência, questionou quais medidas poderiam ser adotadas antes que uma agressão desse tipo aconteça.
“Agora, não aceitar é uma situação do que você quer fazer? Tem que vir à causa e atacar a causa. Vai prender o cara antes de acontecer o crime? É possível? A lei permite?”, declarou.