O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que não pretende abrir mão de sua independência para chegar à presidência da Câmara de Cuiabá. Candidato ao comando da Mesa Diretora, o parlamentar disse que, se for eleito, manterá uma relação institucional com o prefeito Abilio Brunini (PL), mas sem deixar de fiscalizar o Executivo.
"Continuaremos trabalhando por Cuiabá. Eu sempre falei que eu não vou vender minha alma para ser presidente, vou continuar com minhas convicções. Eu entendo que o prefeito também tem muitos acertos, como tem muitos erros, e os erros nós vamos tentar ajudar a corrigir", declarou nesta terça-feira (14).
A declaração foi dada ao ser questionado sobre como pretende conduzir a relação entre os poderes caso vença a eleição da Mesa Diretora. Segundo Ilde, a Câmara deve preservar sua autonomia, mantendo uma postura de diálogo com a Prefeitura, mas sem abdicar da função fiscalizadora.
Ilde é um dos vereadores que disputam a presidência da Casa em uma eleição marcada por impasses em torno da possibilidade de reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL). Para tentar permanecer no cargo, a parlamentar depende da aprovação de uma mudança no Regimento Interno, proposta apoiada pelo prefeito Abilio Brunini.
A tentativa de alterar as regras aprofundou a divisão entre vereadores e acabou sendo levada ao Judiciário. Nesta semana, o grupo favorável à mudança sofreu duas derrotas.
Na segunda-feira (13), a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, negou o pedido de liminar apresentado pela Prefeitura de Cuiabá e manteve a exigência de 18 votos para alterações no Regimento Interno.
Já na terça-feira (14), a juíza Laura Dorilêo Cândido, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, também rejeitou o pedido do vereador Marcus Brito Junior (PV) para suspender a exigência de quórum qualificado de dois terços na votação da proposta que pode viabilizar a candidatura de Paula Calil à reeleição.