ÁGUA EM VÁRZEA GRANDE

Pivetta rejeita intervenção no DAE e dispara: "Nenhuma empresa privada tem interesse"

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Pivetta rejeita intervenção no DAE e dispara: "Nenhuma empresa privada tem interesse"
Reprodução

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou nesta terça-feira (14) tanto uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) quanto uma eventual privatização da autarquia neste momento. Segundo ele, a situação financeira do órgão, que acumula um passivo de R$ 315 milhões, afasta o interesse da iniciativa privada e exige uma atuação direta do Estado para enfrentar a crise no abastecimento de água.

Durante coletiva de imprensa, Pivetta afirmou que o Governo de Mato Grosso apresentará, até o fim desta semana, um plano de ação com o diagnóstico da situação do DAE e as medidas consideradas necessárias para ampliar o fornecimento de água no município.

"Privatização, eu não sei, não é nós que vamos falar em privatização e nenhuma empresa privada tem interesse em pegar o DAE hoje, tanto é que não se fala nisso por hora. Então o que o Estado vai fazer, eu repito, é ajudar a fazer ou fazer diretamente", declarou.

A fala do governador contraria as cobranças por medidas mais duras feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que defendem uma intervenção como alternativa para reestruturar a autarquia diante da crise financeira e operacional.

Sem citar diretamente as manifestações do Tribunal, Pivetta afirmou que o Estado nunca trabalhou com a hipótese de intervenção e reforçou que a prioridade é encontrar soluções técnicas para garantir o abastecimento aos moradores.

"Eu não sei quem falou em intervenção, na nossa parte aqui nós nunca falamos. Nós estamos estudando medidas responsáveis para ajudar a fazer, ou fazer, a água chegar em todas as casas", afirmou.

Segundo o governador, o plano em elaboração vai apontar quais obras deverão ser executadas, os equipamentos que precisarão ser adquiridos e os investimentos necessários para recuperar o sistema.

As declarações também respondem às críticas do deputado estadual Júlio Campos (União), que classificou a atuação do Governo do Estado como "politicagem" e questionou a viabilidade de executar obras em tempo hábil antes do período eleitoral. A discussão ocorre após o TCE apontar ao Ministério Público a necessidade de uma intervenção judicial no DAE. O órgão identificou um passivo de aproximadamente R$ 315 milhões, sendo R$ 172 milhões em débitos relacionados à energia elétrica e outros R$ 143 milhões em dívidas judiciais.