O senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) está “abalado” e “sobressaltado” diante das investigações da Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal.
Em declaração feita nesta quarta-feira (12), em Brasília, Wellington afirmou que não deseja a situação a nenhum adversário e defendeu cautela antes de qualquer conclusão sobre o caso.
“Com certeza, o ex-governador Mauro está hoje abalado, sobressaltado, e eu não desejo isso para nenhum adversário. O Mauro e eu já fomos aliados”, declarou.
O senador também lembrou que Mauro indicou seu suplente, Mauro Carvalho, ex-secretário da Casa Civil, e afirmou que não esperava que a situação chegasse ao atual estágio.
Wellington citou ainda o depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) à CPI do Crime Organizado no Senado, quando, segundo ele, foram apresentadas acusações contra Mauro e solicitado o acesso a informações sigilosas relacionadas ao caso.
Na ocasião, o senador afirmou ter alertado que Taques e Mauro eram candidatos ao Senado e que a comissão não deveria ser transformada em palanque eleitoral. Ainda assim, disse ter cobrado que o pedido fosse analisado.
“Agora, o sigilo já foi quebrado, a Polícia Federal está fazendo a investigação e a gente não pode ficar antecipando aquilo que é papel da Polícia e da Justiça”, afirmou.
Wellington reforçou que não pretende utilizar o episódio para condenar ou atacar politicamente o ex-governador.
“Nós, na política, temos que ter cuidado. Não podemos diminuir a imagem de ninguém. Temos que ter cautela. Tenho 33 anos de mandato e a minha vida sempre foi de respeito, inclusive aos adversários. Não estou aqui para condenar ninguém”, concluiu.
A Operação Heritage está em andamento, e a existência da investigação não representa condenação. Os citados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.