CADA UM TEM SEU CPF

Pivetta diz que cada um deve responder por seus próprios erros após Heritage

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Pivetta diz que cada um deve responder por seus próprios erros após Heritage
Reprodução

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (14) que cada pessoa deve responder individualmente por eventuais erros, ao ser questionado sobre a possibilidade de novas operações policiais envolvendo integrantes de seu grupo político.

Pivetta disse não saber se haverá uma nova fase da investigação e afirmou que ninguém está preparado para enfrentar uma situação desse tipo.

“Francamente, eu não sei, a gente nunca se prepara para isso, né? Eu quero acreditar que não haverá, mas, se houver, cada um de nós tem um CPF. E cada um de nós tem que pagar pelos seus erros”, declarou.

Apesar da declaração, o governador afirmou acreditar que o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho conseguirão esclarecer as suspeitas investigadas pela Operação Heritage.

“Eu já falei dezenas de vezes, eu acredito muito que todos eles, Mauro Mendes, Fabinho, Mauro Carvalho, todos eles vão provar que não devem nada nessa história, é isso que eu creio. Então, vamos aguardar, tem que aguardar, a polícia, a Justiça, vai continuar fazendo a investigação, e, no final, nós vamos ter o resultado”, afirmou.

A operação também provocou uma mudança na chapa de Pivetta. Fábio Garcia, que havia sido anunciado como candidato a vice-governador, deixou a disputa após ser alvo da investigação. A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) assumiu a vaga na chapa.

Pivetta afirmou que Fábio era seu nome preferido para a composição e lamentou a mudança provocada pela operação.

“O vice-preferido do Mauro Mendes era o Fabinho, e o meu também, tanto que eu havia anunciado na convenção o Fabinho como vice. Tivemos essa operação que mudou um pouco, precisou que os nomes citados dessem um passo atrás para a gente poder retomar a nossa campanha com a liberdade necessária, e eu tive que fazer isso. Já expressei minhas dores, minha tristeza, mas nós não podemos desmorecer, temos que prosperar”, declarou.

A Operação Heritage foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estabeleceu restrições de contato entre investigados. A medida passou a afetar a participação conjunta de Mauro Mendes e Fábio Garcia em atividades políticas e de campanha.

A investigação apura suspeitas envolvendo um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Conforme a decisão de Dino, há indícios de que parte dos valores tenha passado por fundos de investimento antes de chegar a empresas e aplicações relacionadas às famílias de Mauro Mendes e Fábio Garcia.

Na decisão, o ministro classificou o acordo como “aparentemente fraudulento” e citou os fundos Royal Capital FIDC e Lotte Word FIDC na movimentação dos recursos. As suspeitas ainda são alvo de investigação.