O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) criticou a realização de operações policiais contra candidatos durante o período eleitoral e defendeu que esse tipo de ação seja proibido nos seis meses que antecedem as eleições.
A declaração foi feita ao comentar a Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve como alvo o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), adversário de Medeiros na disputa pelo Senado, além de integrantes de seu núcleo político e familiar.
Para Medeiros, as autoridades teriam tempo suficiente para realizar as operações antes do período eleitoral. Ele afirmou que eventuais ações poderiam ser adiadas sem prejuízo às investigações.
“Ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e tem todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral”, declarou.
O deputado também questionou a coincidência entre a deflagração da Operação Heritage e o dia do registro das candidaturas.
“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência”, afirmou.
Na avaliação de Medeiros, operações realizadas durante a campanha podem provocar reflexos que ultrapassam o investigado e atingir também integrantes de uma coligação. Para ele, uma restrição nesse período poderia garantir maior segurança jurídica ao processo eleitoral.