O senador Jayme Campos (União Brasil) criticou duramente o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e afirmou que se arrepende de ter ajudado a levar o ex-chefe do Executivo estadual para o partido.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (19), após o senador reagir a uma fala do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre a atuação de Mauro dentro da legenda.
Jayme afirmou que foi responsável por aproximar Mauro do União Brasil, então vindo do PSB, mas avaliou que o ex-governador não teria trabalhado pelo fortalecimento da sigla.
“Nunca fez nada em favor do partido. Ou seja, ele destroçou o União Brasil”, afirmou.
Na avaliação do senador, Mauro teria priorizado articulações pessoais e interesses de seu grupo político em vez de ampliar a estrutura partidária.
Jayme citou como exemplo a decisão dos delegados do União Brasil nas eleições deste ano, quando sua pretensão de disputar o Governo de Mato Grosso foi derrotada dentro da própria legenda.
O senador também criticou Mauro por não ter levado seus ex-secretários para o União Brasil após o fim do mandato. Segundo Jayme, integrantes do antigo staff do ex-governador acabaram sendo distribuídos entre outras siglas.
Entre os exemplos citados está o ex-secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, que deixou o cargo e se filiou ao Podemos, partido presidido pelo deputado estadual Max Russi.
“A presença do Mauro no União Brasil foi uma verdadeira tragédia. Nenhum dos secretários do seu governo foi filiado no União Brasil. Esse é o cidadão que revitalizou o partido? Ele acabou com o partido. Ele fez política pessoal. Ele pegou todos os amiguinhos deles, secretários, ex-secretários e colocou Podemos, Republicanos”, afirmou Jayme.
Rompimento
A relação política entre Jayme e Mauro se deteriorou depois que o ex-governador decidiu não apoiar a candidatura do senador ao Governo de Mato Grosso.
À época, Mauro, na condição de presidente do União Brasil, levou a discussão sobre a candidatura de Jayme para a convenção partidária.
Jayme afirmava contar com a maioria dos delegados da legenda, mas acabou derrotado na disputa interna.