Candidato ao Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União) criticou o uso de emendas parlamentares e citou como exemplo uma transferência de R$ 29 milhões destinada ao município de Jangada, a 75 km de Cuiabá.
O recurso foi indicado pelo senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, para o município de 7,4 mil habitantes. Ao comentar a aplicação das emendas, Mendes questionou o uso do dinheiro para manutenção de estradas rurais.
“R$ 29 milhões em Jangada para patrolar estrada vicinal, que são as estradas rurais. Passar patrol para lá, patrol para cá”, afirmou.
Neste ano, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas na execução de uma Emenda Pix de Fávaro, em auditoria determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O relatório apontou problemas relacionados à transparência, rastreabilidade dos recursos, elaboração do plano de trabalho e prestação de contas. A CGU, porém, não apontou corrupção, desvio de recursos ou superfaturamento.
Mendes também criticou o modelo de manutenção das estradas por meio de patrolamento e defendeu a aplicação dos recursos em obras estruturantes.
“Gasta R$ 29 milhões e depois não fica nada. No outro ano tem que patrolar de novo e usam mais não sei quantos milhões”, afirmou.
Além do recurso destinado a Jangada, a CGU também auditou uma Emenda Pix de R$ 13 milhões indicada por Fávaro para Sorriso, destinada a obras de drenagem e pavimentação de estradas.
Mendes afirmou que, caso seja eleito, não pretende abrir mão das emendas parlamentares, mas disse que defenderá maior transparência e aplicação dos recursos.
“Óbvio, não vou abrir mão do que tem lá, mas jamais você vai ouvir Mauro Mendes brigando para aumentar. Vou brigar para aplicar corretamente”, declarou.