REDAÇÃO PODER MT - A Polícia Civil de Mato Grosso identificou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos), e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), como vítimas centrais dos ataques investigados na Operação Stop Hate, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
As investigações apontam que perfis no Instagram teriam divulgado conteúdos ofensivos, acusações sem provas e materiais produzidos com inteligência artificial para atacar autoridades públicas e integrantes da administração municipal. Segundo a polícia, as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e podem configurar crimes contra a honra e perseguição digital.
De acordo com o inquérito, um dos perfis chegou a relacionar falsamente um secretário municipal de Rondonópolis a um homicídio, mesmo sem existir qualquer investigação contra ele. Também foram divulgadas acusações envolvendo supostos esquemas de corrupção na prefeitura, sem comprovação.
No caso de Max Russi, os investigadores identificaram postagens que ligavam o deputado a um suposto “testa de ferro” dentro da gestão municipal de Rondonópolis. Para a Polícia Civil, o conteúdo buscava associar o presidente da Assembleia a práticas ilícitas e causar desgaste à sua imagem pública.
A investigação também levou os policiais até uma empresa supostamente ligada aos perfis usados para disseminar os ataques. Com autorização judicial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de celulares, computadores e mídias digitais em endereços ligados aos investigados.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares proibindo os alvos da operação de realizarem novas publicações envolvendo as vítimas citadas no processo, além de impedir qualquer tipo de contato com elas.
Segundo o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, o material apreendido ainda será analisado e pode revelar novos elementos sobre a estrutura utilizada para disseminar os ataques virtuais.