A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), reagiu às críticas provocadas pela aproximação com o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e negou que ele faça parte de sua campanha.
Os dois foram filmados abraçados durante a convenção do PSD, situação que passou a ser explorada por adversários políticos. Em entrevista, Natasha afirmou que o encontro ocorreu apenas por ambos serem integrantes da mesma sigla.
“Eu sou e sempre serei contra a corrupção. Emanuel nem está na minha campanha. A gente se encontrou. Ainda teve mentira que eu entrei de mão dada com ele. Mentira. A gente se encontrou na convenção do nosso partido. Foi isso que aconteceu”, afirmou.
A candidata também desafiou os adversários a apontarem quem, no cenário político, não possui aliados ou pessoas próximas envolvidas em problemas judiciais.
“Quero que me provem se tem alguém que não tem algum aliado ou adversário que tenha tido algum tipo de problema. E que eles resolvam na Justiça. Eu estou aqui para fazer uma nova política, uma política limpa, honesta e transparente”, disse.
Emanuel, que também é filiado ao PSD, foi alvo de diversas investigações durante os dois mandatos à frente da Prefeitura de Cuiabá. O ex-prefeito ficou conhecido nacionalmente após o chamado escândalo do paletó e posteriormente teve o nome relacionado a mais de 20 operações policiais que investigaram suspeitas de irregularidades na administração municipal.
Natasha afirmou que não cabe a ela definir culpa ou inocência de pessoas do ambiente político e defendeu que eventuais responsabilidades sejam analisadas pela Justiça.
“Com relação a apoios, eu não estou aqui para dar certificado de culpa ou inocência para ninguém. Isso é por conta da Justiça. E política é uma construção coletiva. A minha régua de transparência é a mesma para adversários e para aliados”, declarou.
Defesa da trajetória
Questionada sobre o possível impacto da proximidade com Emanuel em sua imagem de candidata que defende uma “nova política”, Natasha afirmou que o eleitor deve analisar suas propostas e sua trajetória.
Na defesa de sua candidatura, ela citou mais de 30 anos de trabalho voluntário e a trajetória da mãe, a ex-senadora Serys Slhessarenko.
“Pode falar o que for de minha mãe, que foi a primeira mulher eleita senadora aqui do Estado. Não tem absolutamente nada que a condene do ponto de vista ético, do ponto de vista da integridade. Ela nunca se serviu da política”, afirmou.
Natasha ainda disse que pretende construir uma trajetória própria na política e reforçou a intenção de transmitir confiança ao eleitor.
“Isso mostra de onde eu vim, a minha origem. Eu quero reforçar exatamente isso: a criatura tem que ser melhor que o criador. A minha ideia é que realmente as pessoas sintam que podem confiar e ter na doutora Natasha alguém que vai cuidar delas”, completou.