A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que não está, neste momento, na disputa pela reeleição ao comando da Mesa Diretora da Casa. Segundo ela, a possibilidade depende do andamento do projeto que altera o Regimento Interno e permite a recondução ao cargo.
A declaração foi dada na segunda-feira (27). A parlamentar explicou que a proposta continua suspensa por decisão judicial e, por isso, não pode ser colocada em votação no plenário.
"Até o presente momento eu não estou na disputa, não estou como candidata à reeleição da presidência da Câmara Municipal, porque nós temos uma vedação que é o Regimento Interno", afirmou.
De acordo com Paula, a Mesa Diretora aguarda uma nova decisão da Justiça para definir os próximos passos em relação ao projeto.
"Neste momento está suspenso. Nós não podemos colocar em pauta a votação do Regimento. Vamos aguardar uma segunda decisão da Justiça. Se houver essa possibilidade, colocaremos em pauta a resolução em plenário. Caso contrário, não haverá essa possibilidade de eu disputar o pleito para a Mesa Diretora", declarou.
A suspensão foi determinada no dia 16 de julho pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que concedeu liminar impedindo a votação do Projeto de Resolução nº 31.173/2026 até a análise definitiva do recurso apresentado pelo vereador Marcus Brito Junior (PV).
O parlamentar questiona a exigência de aprovação por dois terços dos vereadores para mudanças no Regimento Interno. Antes de recorrer ao TJMT, Marcus Brito teve o pedido negado em primeira instância pela juíza Laura Dorilêo Cândido, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá.
Na decisão, o desembargador apontou que existem indícios de que a exigência prevista no Regimento Interno pode ultrapassar o que determina a Lei Orgânica do Município, que prevê aprovação por maioria dos votos, salvo exceções previstas na legislação.
O projeto altera o §2º do artigo 23 do Regimento Interno e permite uma recondução consecutiva dos integrantes da Mesa Diretora ao mesmo cargo. Na prática, a mudança abriria possibilidade para Paula Calil disputar novamente a presidência da Câmara.