COMBATE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Presidente do TCE-MT defende que escolas usem jogo criado pela PM

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Presidente do TCE-MT defende que escolas usem jogo criado pela PM

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, firmou terça-feira, 09 de junho, parceria para levar às escolas do estado o jogo de tabuleiro "Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas", ferramenta pedagógica voltada ao combate à violência contra a mulher./ Desenvolvida pelo subtenente Mariano Neto de Souza, do 10º Comando Regional da Polícia Militar em Confresa, a proposta ensina a reconhecer e romper ciclos de agressão por meio de cartas baseadas em casos reais, colocando os jogadores diante de decisões que definem a saída ou a permanência da vítima dessas situações.

Sonora: Mariano Neto de Souza – subtenente 10º Comando Regional da Polícia Militar em Confresa

Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado.//

Sonora: Sérgio Ricardo – conselheiro presidente do TCE-MT

A parceria se soma ao trabalho do Ministério Público do Estado, que já viabilizou a confecção dos exemplares usados na região e trouxe a iniciativa ao Tribunal por meio do procurador-geral de justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e da procuradora Elisamara Portela.//

Sonora: Elisamara Portela – procuradora
Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.

Sonora: Ludmila Eickhoff - tenente-coronel coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha

As cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha./ A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência./ Conforme o presidente Sérgio Ricardo, “embora Mato Grosso esteja entre os líderes nas estatísticas de feminicídio no Brasil, o tema ainda não faz parte da grade curricular das escolas, o que contribui para que muitos casos de violência passem despercebidos. Sendo assim, levar o jogo para as salas de aula é um passo estratégico para mudar esse quadro."//