O empresário Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como “Rei do Porco” e candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 69.841.421,00.
A maior parte da fortuna está concentrada em participações societárias de empresas ligadas aos setores de suinocultura, avicultura e frigoríficos.
Entre os principais bens declarados estão quotas da Suinobrás Alimentos Ltda., avaliadas em R$ 22 milhões, e da Pork Foods Indústria de Carnes e Derivados Ltda., no valor de R$ 15,5 milhões. Reinaldo também declarou R$ 15,3 milhões em participações na L.C.Z.S.P.E. Empreendimentos e Participações Ltda.
Na KCP Empreendimentos, a participação declarada é de R$ 5,4 milhões. Já na Rema Agropecuária, o empresário informou ter R$ 800 mil em participação. Na Frango Natura Indústria, Comércio e Exportação, o valor declarado é de R$ 604.797.
Além das participações empresariais, o patrimônio inclui uma cobertura residencial em Itajaí (SC), créditos decorrentes de empréstimos empresariais, veículos, uma lancha e uma motocicleta Harley-Davidson.
Patrimônio oscilou nas últimas eleições
Os dados declarados por Reinaldo à Justiça Eleitoral mostram uma trajetória patrimonial marcada por grandes oscilações.
Em 2004, quando disputou o cargo de vice-prefeito de Maringá (PR) pelo antigo PMDB, declarou não possuir bens.
Dois anos depois, em 2006, ao disputar uma vaga de deputado estadual pelo PPS, informou patrimônio superior a R$ 1,5 milhão.
Já em 2018, quando concorreu ao Senado por Mato Grosso pelo PSC, declarou R$ 158.211.433,60 em bens.
Reinaldo não foi eleito em nenhuma das disputas mencionadas.
Diferença para os demais vices
Com os R$ 69,8 milhões declarados, Reinaldo aparece como o candidato a vice-governador com maior patrimônio entre os nomes registrados para a eleição em Mato Grosso.
A diferença para o segundo colocado é superior a R$ 67 milhões. O empresário Alex Pucinelli, candidato a vice na chapa do Sargento Laudicério (Agir), declarou R$ 2,8 milhões.
Na sequência aparecem Wagner Malheiros, com R$ 1,4 milhão; Diogo Botelho, com R$ 735 mil; Gisela Simona, com R$ 630 mil; e Thales Sartorelo, com R$ 172 mil.
Os valores correspondem aos patrimônios declarados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.