EM MATO GROSSO

Russi defende ampliação da conscientização sobre fibromialgia

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Russi defende ampliação da conscientização sobre fibromialgia

REDAÇÃO PODER MT - O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, destacou a importância da conscientização sobre a fibromialgia durante o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à doença, celebrado em 12 de maio. Em artigo publicado nesta semana, o parlamentar chamou atenção para os desafios enfrentados por pacientes que convivem com a síndrome de dor crônica, considerada invisível por não apresentar sinais aparentes em exames clínicos.

No texto, Russi afirma que a fibromialgia “redesenha, de forma dolorosa, a vida de quem convive com ela”, ao provocar dores musculares intensas, fadiga crônica, distúrbios do sono, rigidez e espasmos. Segundo ele, além do sofrimento físico, os pacientes também enfrentam preconceito e falta de compreensão social devido à dificuldade no diagnóstico.

O deputado lembrou que a doença afeta principalmente mulheres e, em muitos casos, está associada a outras condições, como ansiedade, depressão e enxaqueca. Ele ressaltou que o diagnóstico é feito de forma clínica, sem confirmação por exames laboratoriais ou de imagem, o que frequentemente gera desconfiança e julgamento por parte da sociedade.

No artigo, Max Russi também destacou a criação da Lei nº 11.880/2022, de sua autoria, sancionada em Mato Grosso, que instituiu o uso do Colar de Girassol para identificação de pessoas com deficiências ocultas, incluindo pacientes com fibromialgia. Conforme o parlamentar, o acessório auxilia no reconhecimento da necessidade de atendimento prioritário e acolhimento adequado.

“O colar comunica o que a dor não mostra: a necessidade de respeito e atendimento prioritário”, afirmou o presidente da ALMT. Russi ainda lembrou que a iniciativa mato-grossense foi posteriormente adotada em âmbito nacional por meio da Lei Federal nº 14.624/2023.

O deputado defendeu ainda o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao tratamento multidisciplinar da doença, envolvendo atividades físicas de baixo impacto, acompanhamento psicológico, suporte farmacológico e terapias complementares. Segundo ele, quando há acesso adequado a esses serviços, os índices de melhora podem chegar a 60%.

Max Russi ainda reiterou o compromisso da Assembleia Legislativa com pacientes diagnosticados com fibromialgia e afirmou que o Estado deve garantir dignidade e acesso ao tratamento. “A dor pode até ser invisível aos olhos, mas jamais será invisível perante a lei”, concluiu.