RACHA NO PL

Tião da Zaeli rejeita expulsões e cobra diálogo dentro do PL

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Tião da Zaeli rejeita expulsões e cobra diálogo dentro do PL

O presidente da Fecomércio-MT e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), se posicionou contra a possibilidade de expulsão de prefeitos do partido que declararam apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. Para ele, a direção da legenda deveria buscar uma solução por meio do diálogo antes de adotar medidas disciplinares.

“Eu não compactuo com a expulsão, é uma medida muito extrema. Eu acho que o diálogo, o importante é o diálogo e buscar um caminho”, afirmou.

A declaração ocorre em um momento de maior tensão dentro do PL de Mato Grosso. Na quarta-feira (2), o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que deverão ser instaurados procedimentos para analisar a conduta de prefeitos que apoiam Pivetta, embora o candidato oficial do partido ao Governo seja o senador Wellington Fagundes.

Entre os gestores citados estão Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste.

A postura de Ananias representa uma mudança em relação ao discurso adotado anteriormente. Durante a convenção partidária realizada em julho, o dirigente havia descartado punições mais duras e defendido a abertura de diálogo com prefeitos que optassem por não acompanhar Wellington.

Tião também avaliou que eventuais punições precisam considerar o comportamento político dos filiados em eleições anteriores.

“Tem que observar também a eleição passada, quais que foram os comportamentos dos candidatos. Cada um tem sua dor, cada um tem a sua angústia”, declarou.

A possibilidade de expulsão também não encontra respaldo na posição pública de Wellington Fagundes. No final de agosto, o próprio candidato afirmou ser contrário à retirada dos chamados “infiéis” do partido e defendeu que os integrantes da legenda tenham liberdade para fazer suas escolhas políticas.

Para Tião, a divergência dentro do PL precisa ser tratada internamente, evitando o agravamento do conflito entre a direção partidária e os prefeitos.

“É conversando e buscando o diálogo que nós vamos chegar em uma posição mais tranquila para a sociedade”, completou.