CONTAS DO ESTADO

Pivetta rebate promessa de RGA acima de 20% e diz que reajuste comprometeria investimentos

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Pivetta rebate promessa de RGA acima de 20% e diz que reajuste comprometeria investimentos

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, criticou as propostas de reajuste Geral Anual (RGA) da chamada “RGA da Pandemia” que estão sendo defendidas por adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Segundo ele, o percentual, que pode superar 20%, teria impacto de R$ 4 bilhões por ano nas contas estaduais.

Durante sabatina realizada no Cenarium Rural nesta quinta-feira (3), Pivetta afirmou que um reajuste dessa proporção consumiria praticamente todo o valor previsto para investimentos no Estado no próximo ano.

“Sabe quanto custa o RGA que estão prometendo que vão dar? Custa R$ 4 bilhões por ano. Sabe quanto nós temos para investir o ano que vem? R$ 4 bilhões. Sabe o que vai acontecer com o futuro governador que pagar o RGA? Não vai fazer mais nada”, declarou.

Na avaliação do governador, o debate não pode ser separado da capacidade financeira do Estado. Ele questionou como seria possível ampliar a folha de pagamento sem comprometer investimentos e outros compromissos públicos.

“E sabe o que vai acontecer no fim do ano que vem, se for verdade? O Estado vai começar a negar conta. É esse o Estado que vocês querem?”, questionou.

Pivetta afirmou que, caso seja reeleito, pretende manter os pagamentos em dia e discutir a política salarial com os servidores, mas sem assumir compromissos que, segundo ele, não tenham respaldo financeiro.

“Eu vou pagar em dia as contas, vamos valorizar o servidor público, vamos sentar para conversar, mas sem conversa fiada, sem promessa”, afirmou.

O candidato também defendeu uma revisão na estrutura salarial do funcionalismo estadual. Ele citou diferenças entre as remunerações e afirmou que o salário médio dos servidores é de R$ 12 mil, enquanto alguns recebem aproximadamente R$ 4 mil e outros chegam a R$ 40 mil.

“Quem ganha 4 tem que ganhar mais. Agora, quem ganha 40, para um pouco”, disse.

A proposta deverá ser discutida, segundo Pivetta, com Gisela Simona (União), candidata a vice-governadora em sua chapa e servidora pública há 25 anos. O objetivo seria avaliar uma readequação da política salarial considerando as diferentes faixas de remuneração.

Durante a sabatina, Pivetta também defendeu o empreendedorismo e os incentivos fiscais utilizados para atrair empresas para Mato Grosso.

“Eu quero estimular o empreendedorismo. O Estado precisa dos empreendedores”, declarou.

Na área da saúde, o governador apontou a capacidade de investimento como fator para defender cautela com o crescimento da folha. Entre as prioridades citadas estão a conclusão de quatro hospitais e a ampliação da contratação de serviços da rede particular.

Pivetta também mencionou o programa Fila Zero e afirmou que 350 mil procedimentos foram realizados neste ano. Segundo ele, a iniciativa tem contribuído para reduzir a espera por atendimento.

“Está acabando a fila, podem ver, está acabando. Eu não quero ninguém da fila sentindo dor”, afirmou.

Sobre os incentivos fiscais, o governador rejeitou a retirada do benefício e sustentou que a política é necessária para viabilizar a instalação de novas indústrias no Estado.

“O que nós fazemos aí é viabilizar a implantação das indústrias. Se a gente não fizer, não vêm para cá as indústrias”, declarou.