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Wellington Fagundes é absolvido na Sanguessuga pelo TRF-1

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Wellington Fagundes é absolvido na Sanguessuga pelo TRF-1

A eleição se aproxima e muitos candidatos são questionados sobre o seu passado. Na disputa para o governo de Mato Grosso em 2026 não seria diferente e dois dos principais candidatos têm um passado em comum: a Operação Sanguessuga.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) absolveu o senador Wellington Fagundes (PL) das acusações relacionadas à Operação Sanguessuga, um dos maiores escândalos envolvendo fraudes na compra de ambulâncias com recursos federais. Assim como o parlamentar, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) também foi absolvido na esfera criminal pelos fatos investigados. A diferença é que Pivetta ainda responde a uma ação civil pública por improbidade administrativa referente a licitações realizadas quando era prefeito de Lucas do Rio Verde.

O que foi a Operação Sanguessuga

A Operação Sanguessuga foi deflagrada pela Polícia Federal, em 2006, para apurar um esquema de supostas fraudes em licitações destinadas à aquisição de ambulâncias e unidades móveis de saúde com recursos federais, por meio de emendas parlamentares.

O caso de Wellington Fagundes

No caso de Wellington Fagundes, o nome do senador apareceu nas investigações por ter destinado emendas parlamentares a municípios posteriormente investigados. No entanto, ao longo da apuração, não foram encontradas provas de que ele tivesse participado do esquema criminoso.

O parlamentar foi absolvido por unanimidade pela Corregedoria e pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. Posteriormente, o procedimento também foi encerrado na esfera judicial, sem qualquer condenação criminal ou por improbidade administrativa relacionada aos fatos.

Desde então, Wellington Fagundes sustenta que jamais participou de qualquer esquema ilícito e que sua atuação sempre ocorreu dentro das atribuições constitucionais do mandato parlamentar.

O caso de Otaviano Pivetta

Outro nome que também teve a trajetória política cruzada pelas investigações da Operação Sanguessuga foi o atual vice-governador Otaviano Pivetta. Na época prefeito de Lucas do Rio Verde, ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal por supostas irregularidades na aquisição de um ônibus-consultório com recursos do Ministério da Saúde.

Segundo a acusação, a compra teria ocorrido por meio de uma licitação supostamente direcionada, com indícios de superfaturamento. O Ministério Público apontava que a Prefeitura teria fracionado a contratação em duas licitações na modalidade carta-convite para evitar a realização de concorrência pública. Também foram incluídos no processo um servidor municipal e empresários ligados à empresa Planam, apontada pela Polícia Federal como núcleo do esquema investigado.

Ao julgar a ação penal, porém, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região absolveu Otaviano Pivetta por unanimidade. O relator do processo, desembargador federal Ney Bello, concluiu que não havia provas suficientes para demonstrar a participação do então prefeito nos crimes investigados.

Segundo a decisão, as provas produzidas durante a instrução processual não foram capazes de afastar dúvidas sobre eventual responsabilidade do gestor, prevalecendo o princípio constitucional da presunção de inocência. A defesa também sustentou que não houve sobrepreço na aquisição da unidade móvel, argumentando que o valor havia sido previamente fixado pelo Ministério da Saúde.

Ação por improbidade administrativa continua

Embora a ação penal tenha sido encerrada com absolvição, Pivetta ainda responde a uma ação civil pública por improbidade administrativa relacionada a contratos firmados durante sua gestão como prefeito de Lucas do Rio Verde.

O processo tramita desde 2009 e trata de supostos atos de improbidade envolvendo licitações na modalidade carta-convite. Nas alegações finais apresentadas em 2025, o Ministério Público pediu a condenação do vice-governador, apontando suposto direcionamento de empresas, fracionamento de contratos, conluio entre agentes públicos e empresários e pagamentos considerados irregulares.

De acordo com o órgão ministerial, o prejuízo estimado aos cofres públicos seria de R$ 6,38 milhões. A ação aguarda julgamento.