O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou que o Governo do Estado deixou vencer a delegação que autorizava a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a conduzir o licenciamento ambiental da MT-251, na região do Portão do Inferno, e responsabilizou a gestão estadual pelo atraso na construção do túnel. Durante declaração nesta quarta-feira (23), o parlamentar também classificou como "conversa fiada" a versão de que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) seria o responsável pela demora.
"O atual governador está dizendo que não tem licença, que o Ibama não deu a licença. Quero que vocês anotem isso aí. Conversa fiada. Eles deixaram vencer a delegação da licença para a Sema", declarou.
Segundo Wellington, a perda da delegação fez com que o processo de licenciamento voltasse a depender do Ibama. O senador afirmou que atuou para que o órgão federal transferisse à Sema a competência para analisar e emitir as licenças ambientais da rodovia.
"O Ibama delegou para a Sema fazer a licença lá do Portão do Inferno, de toda a estrada, a MT-251. Lá tem influência porque passa por um Parque Nacional. Por isso tem que ter a licença do Ibama. O que o Ibama fez? Delegou para a Sema. E eu trabalhei para isso", disse.
Na avaliação do parlamentar, a demora na emissão da licença não pode ser atribuída ao governo federal.
"Está delegado para a Sema há algum tempo e a Sema deixou vencer a delegação. Então, isso não é culpa do governo federal, é culpa do Governo do Estado. Estou denunciando agora para vocês", afirmou.
Durante a declaração, Wellington também cobrou explicações sobre os recursos destinados às intervenções no Portão do Inferno.
"Eu coloquei R$ 18 milhões lá para o Portão do Inferno e, até agora, não virou nada. Quero fazer uma denúncia aqui", declarou.
As declarações rebatem o posicionamento do secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, o Marcelo Padeiro, que tem atribuído ao Ibama a demora na liberação do licenciamento ambiental para a construção do túnel.
A obra foi iniciada durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), que deixou o cargo para disputar o Senado. Inicialmente, o Estado contratou um projeto de retaludamento, que previa cortes no maciço rochoso. A intervenção consumiu cerca de R$ 7 milhões, mas foi abandonada e substituída pela proposta de construção de um túnel.
Desde então, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) afirma que aguarda a conclusão do licenciamento ambiental. Wellington, por sua vez, sustenta que o atraso ocorreu porque o próprio Governo de Mato Grosso deixou vencer a delegação que permitia à Sema conduzir o processo.