O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (12) que não votará no ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) para o Senado nas eleições deste ano. A declaração ocorre após o racha provocado pela convenção do partido, que rejeitou a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.
Irmão de Jayme, Júlio atribuiu sua decisão à forma como Mauro conduziu o processo interno da legenda e fez duras críticas à postura do ex-governador antes e durante a convenção.
O parlamentar também afirmou que não pretende orientar seus aliados políticos a apoiarem Mauro na disputa pelo Senado.
“Não. Eu acho que o Mauro, até pelas razões que vocês entenderam, a agressividade com que ele agiu na convenção, não tem razão a gente dizer que vai votar em Mauro Mendes. E nem meus amigos irão votar em Mauro Mendes. Nem quem gosta de Júlio Campos vai votar em Mauro Mendes”, declarou.
Júlio classificou como “truculenta” e “ditatorial” a postura adotada por Mauro no processo que terminou com a derrota de Jayme dentro do União Brasil.
“Jamais, pela maneira truculenta, ditatorial com que ele nos tratou no dia da convenção e nas vésperas da convenção. Então, não tem como. O amigo de Júlio Campos que votar em Mauro Mendes está contrariando o desígnio de Deus”, afirmou.
A declaração expõe o agravamento da crise interna no União Brasil após a convenção partidária. Jayme Campos tentava consolidar sua candidatura ao Governo do Estado, mas acabou derrotado na votação interna.
Com duas vagas ao Senado em disputa neste ano, Júlio revelou que já definiu um dos nomes que pretende apoiar. O voto será destinado à deputada estadual Janaina Riva (MDB).
O deputado, entretanto, afirmou que ainda não decidiu quem será o segundo candidato que receberá seu voto.
“Uma, Janaina. Estou pensando ainda. Tem Pedro Taques, tem Fávaro, tem tantos companheiros. Candidato a senador que não falta”, disse.
A manifestação de Júlio ocorre em meio às movimentações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026 e evidencia o desgaste entre os grupos ligados aos irmãos Campos e à liderança de Mauro Mendes dentro do União Brasil.