A Justiça de Mato Grosso tornou réus seis investigados por suposta ligação com o Comando Vermelho (CV-MT). Entre eles está a “missionária” Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil.
A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Rhavenna teria utilizado o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas para prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico à organização criminosa. O projeto é ligado à igreja onde os pais dela são pastores.
Além de Rhavenna, são réus Renildo da Silva Rios, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
Rhavenna, Renildo e Orminda respondem, conforme a denúncia, por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Rhuan, Anatany e Lo Rhuama foram denunciados por lavagem de dinheiro.
Ao receber a denúncia, o juiz apontou que os elementos apresentados pelo Ministério Público são suficientes para dar início à ação penal.
O pai de Rhavenna, Nivaldo de Almeida, também era investigado, mas não foi denunciado porque morreu em 5 de setembro de 2026.
Com o recebimento da denúncia, os seis réus deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias.
A prisão preventiva de Rhavenna permanece válida. O juiz também determinou a retirada do sigilo dos autos, mantendo restrição apenas sobre documentos que possam atingir a intimidade dos envolvidos.