O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que recebeu diversas ligações do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, para discutir uma possível composição política que resultasse na retirada de sua candidatura ao Palácio Paiaguás. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22), durante a convenção estadual do PL.
Segundo Wellington, as conversas ocorreram ao longo das negociações nacionais envolvendo o PL e o Republicanos. Apesar das tratativas, ele afirmou que sempre manifestou o interesse de disputar o governo estadual e defendeu que a definição fosse baseada em pesquisas eleitorais.
"Claro que ligou, várias vezes. Nós conversamos muitas vezes. Ele perguntava se havia possibilidade de composição em Mato Grosso e eu respondia que queria ser candidato, mas que fizéssemos pesquisas. Isso aconteceu há mais de um ano e também diversas vezes neste ano", disse.
O senador afirmou que não insistiria na candidatura caso os levantamentos demonstrassem falta de viabilidade eleitoral. Conforme Wellington, as pesquisas passaram a indicar competitividade tanto para o PL quanto para seu nome.
"Se eu estivesse mal nas pesquisas, não faria sentido insistir. Mas os levantamentos mostraram que o PL tinha viabilidade e depois que eu também tinha condições de disputar", afirmou.
Wellington também lembrou que o partido chegou a oferecer espaço para que o empresário Odílio Balbinotti fosse candidato ao Governo. Segundo ele, caso Odílio tivesse apresentado melhor desempenho nas pesquisas, seria o escolhido da legenda.
"O PL abriu espaço para o Odílio. Se ele tivesse se colocado como candidato e fosse o mais competitivo, não haveria problema algum. Mas ele decidiu não disputar", declarou.
Durante a entrevista, o senador também mencionou declarações do ex-governador Blairo Maggi para sustentar o argumento de que lidera as intenções de voto dentro do grupo político ligado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ainda assim, ressaltou que pesquisas representam apenas o cenário do momento.
"Pesquisa não decide eleição. Ela mostra um retrato daquele instante. Agora cabe a nós organizar o partido e a campanha. Fizemos a convenção no dia 22 justamente para homologar nossa candidatura", afirmou.
As declarações ocorrem em meio às negociações nacionais entre PL e Republicanos para as eleições de 2026. Nos bastidores, integrantes do Republicanos defenderam que o PL abrisse mão da candidatura de Wellington em Mato Grosso em troca de apoio ao projeto nacional da legenda.
Questionado sobre essas articulações, Wellington afirmou que a candidatura recebeu aval da direção nacional do partido e foi oficialmente homologada durante a convenção estadual.