O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (23) que a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso não está entre suas prioridades na campanha eleitoral deste ano. Segundo ele, sua principal dedicação será voltada às candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, José Medeiros ao Senado e Samantha Iris à Assembleia Legislativa.
A declaração foi dada após Abilio ser questionado sobre o apoio de prefeitos do PL ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição. O prefeito afirmou que respeita a autonomia dos gestores municipais, incluindo a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.
"Eu respeito a autonomia de cada um dos prefeitos. Cada prefeito tem o seu posicionamento. Eu já dei o meu. Não cabe a mim julgar o posicionamento da Flávia, do Cláudio ou de qualquer um deles. Cada um sabe os seus motivos e as suas razões", afirmou.
Abilio também disse que manterá boa relação com Pivetta, mas reforçou que sua atuação na campanha estará concentrada em outros nomes do partido.
"Eu já deixei claro, não farei nenhuma manifestação contra o meu partido e manterei um bom relacionamento com o governador, que eu já conheço há muito tempo. Mas o meu foco é eleger o Flávio presidente da República, eleger o Medeiros senador e eleger a Samantha deputada estadual. Esse é um dos meus principais focos. Os demais compromissos a gente vai construir, vamos conversar e ver o que faz", declarou.
Questionado sobre a ausência de Wellington entre suas prioridades, o prefeito negou qualquer desgaste político e disse apenas que dará maior atenção às candidaturas que considera prioritárias.
"Estou dizendo que são focos especiais aos quais vou me dedicar um pouco mais. Nesses focos especiais terei uma dedicação um pouco maior do que qualquer outro foco", afirmou.
Durante a entrevista, Abilio também minimizou o histórico político de Wellington Fagundes e disse que o PL recebe lideranças que mudaram de posicionamento ao longo da carreira.
"A direita surgiu no Brasil com uma representatividade com o Jair Bolsonaro. Antes disso existiam diversas outras particularidades políticas. A gente aceita convertidos. O que a gente não aceita é enrustido. Quem esteve em outro lado e hoje está do lado de cá é bem-vindo", concluiu.