JULGAMENTO

Advogado de Caçadini diz que investigação sobre morte de Zampieri foi feita “a toque de caixa”

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Advogado de Caçadini diz que investigação sobre morte de Zampieri foi feita “a toque de caixa”

O advogado Jaime Rodrigues Carvalho, que representa o coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, afirmou que a investigação sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri foi conduzida “a toque de caixa” e questionou se os verdadeiros mandantes do crime estão entre os réus julgados nesta terça-feira (29), em Cuiabá.

A declaração foi dada antes do início do Tribunal do Júri, que julga Caçadini, Antonio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa.

Segundo Jaime, existe a possibilidade de que pessoas envolvidas no planejamento e na ordem do assassinato não estejam sendo julgadas nesta sessão.

“Os anos de experiência que eu tenho, eu fico preocupado dos verdadeiros autores, arquitetos e mandantes estarem passando aqui agora e sorrindo de tudo que nós estamos fazendo aqui agora. Foi uma investigação sem era e nem beira. Foi uma investigação feita a toque de caixa”, afirmou.

O advogado disse esperar que o Tribunal do Júri possa esclarecer o caso e apresentar o que a defesa considera ser a verdade sobre o assassinato.

“Hoje, com o espírito de justiça, o Tribunal do Júri, o Tribunal do Povo de Cuiabá há de restabelecer a verdade”, declarou.

Caçadini está preso e custodiado no Batalhão da Polícia do Exército de Brasília (BPEB). Em setembro, o juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri de Cuiabá, determinou o recambiamento do coronel para a Capital antes da sessão.

Além de Caçadini, são julgados Antonio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de atuar como intermediador do assassinato.

Júri foi interrompido

O primeiro julgamento ocorreu em 28 de julho, mas foi interrompido após um dos jurados apresentar problemas de saúde. Com a formação de um novo Conselho de Sentença, os atos realizados anteriormente precisam ser repetidos.

A previsão é de que testemunhas sejam ouvidas durante a sessão. As provas e depoimentos produzidos anteriormente permanecem anexados ao processo e poderão ser utilizados no julgamento.

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, nas proximidades do escritório onde trabalhava.