7,4 MIL HABITANTES

Após cobrança de Abilio sobre emenda de R$ 28,7 milhões para Jangada, Fávaro afirma: “Fiquei sensibilizado”

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Após cobrança de Abilio sobre emenda de R$ 28,7 milhões para Jangada, Fávaro afirma: “Fiquei sensibilizado”

REDAÇÃO PODER MT - O senador Carlos Fávaro (PSD) reagiu às críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a destinação de R$ 28,7 milhões em emendas parlamentares para Jangada e afirmou que municípios de pequeno porte não podem ser privados de investimentos por terem baixa arrecadação ou reduzida densidade eleitoral.

Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), Fávaro disse que a verba foi destinada após um pedido da prefeitura para obras de pavimentação e melhorias em estradas vicinais e rebateu o argumento de que o volume de recursos seria incompatível com o tamanho da cidade.

“Então, parece que onde não tem uma boa arrecadação, um município que tem dificuldades financeiras, tem que continuar sendo um município com dificuldades?”, questionou.

A resposta foi dada depois de Abilio afirmar que “não faz sentido” um município com cerca de 7,4 mil habitantes receber uma emenda de quase R$ 29 milhões.

Ao justificar o repasse, Fávaro afirmou que decidiu atender à demanda após conhecer a realidade do município.

“Eu fiquei sensibilizado, e por isso coloquei as emendas, e as emendas foram executadas”, declarou.

O senador também disse que não vê problema na destinação dos recursos e defendeu que qualquer questionamento sobre a execução das obras seja analisado pelos órgãos de fiscalização.

Segundo ele, cabe aos órgãos de controle verificar a legalidade das licitações, os preços contratados e a qualidade dos serviços realizados.

O caso ganhou repercussão nacional após levantamento da Folha de S.Paulo apontar que cerca de 98% dos recursos enviados a Jangada chegaram por meio das chamadas emendas Pix, modalidade de transferência especial em que o dinheiro é depositado diretamente nos cofres da prefeitura.

A aplicação da verba também foi analisada pela Controladoria-Geral da União (CGU), em auditoria determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro das investigações sobre as emendas Pix.

No relatório, a CGU apontou falhas no plano de trabalho, metas consideradas genéricas, ausência de indicadores para mensurar resultados, dificuldades para comprovar parte da execução dos serviços e problemas relacionados à transparência das informações divulgadas pelo município.