ATAQUES AÉREOS

Ataques israelenses deixam 18 mortos em Gaza enquanto governo nega acordo de trégua

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Ataques israelenses deixam 18 mortos em Gaza enquanto governo nega acordo de trégua
Reprodução

Novos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza deixaram pelo menos 18 mortos neste domingo (2), segundo autoridades de saúde palestinas. A ofensiva ocorreu dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que havia avanços nas negociações para implementar um acordo de cessar-fogo.

Os bombardeios atingiram áreas da Cidade de Gaza, Deir al-Balah e Khan Younis. Entre as vítimas estão famílias atingidas dentro de residências, tendas de deslocados e outros pontos da região.

O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, integrante do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que não existe acordo para interromper os ataques e declarou ceticismo sobre a possibilidade de o Hamas se desarmar.

Segundo Cohen, Israel pretende manter a exigência de desmantelamento do grupo antes de qualquer avanço na implementação do acordo. Um porta-voz do gabinete de Netanyahu afirmou que o governo israelense comunicou aos Estados Unidos preocupações sobre o plano de desarmamento.

O Hamas afirmou que tem demonstrado flexibilidade nas negociações, mas acusou Israel de intensificar os ataques para criar uma nova realidade no território antes de um possível acordo.

O grupo defende que Israel interrompa os bombardeios e retire suas tropas de Gaza antes de discutir a entrega de armas a uma nova autoridade palestina responsável pela administração do território.

O Conselho de Paz de Trump, órgão liderado pelos Estados Unidos para acompanhar o processo de cessar-fogo, divulgou um roteiro com 15 pontos para a implementação do acordo. O enviado americano Nickolay Mladenov afirmou que os mediadores trabalham para reduzir a tensão e permitir a aplicação do plano.

Desde o início do cessar-fogo, em outubro, autoridades de saúde de Gaza afirmam que ao menos 1.230 palestinos morreram em ataques israelenses. Israel informou que quatro soldados morreram no mesmo período.

O avanço das negociações permanece condicionado ao cumprimento das exigências de ambos os lados, com Israel cobrando o desarmamento do Hamas e o grupo palestino exigindo o fim dos ataques e a retirada das tropas israelenses.