O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) analisa nesta sexta-feira (25) se há elementos para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O procedimento foi instaurado após uma representação apresentada por parlamentares do partido Novo, que questionam a permanência de Gonet à frente das apurações envolvendo a instituição financeira e pedem que ele seja afastado dos casos relacionados ao banco.
A representação surgiu após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. O material menciona contatos entre o ex-banqueiro, o advogado Ciro Soares e Gonet.
Entre as informações divulgadas está uma fotografia em que Gonet aparece ao lado de Vorcaro durante um evento jurídico em Londres, em abril de 2024. Reportagens também apontaram mensagens nas quais o advogado teria intermediado contatos entre os dois.
O Conselho Superior do MPF deverá avaliar se as informações levantadas são suficientes para justificar uma investigação sobre a atuação do procurador-geral no caso Master. Gonet não participa da análise do procedimento, por ser diretamente citado na representação.
O material analisado pelo colegiado não trata, neste momento, de um processo administrativo disciplinar contra Gonet. A discussão envolve a eventual existência de elementos que possam comprometer sua atuação nos procedimentos relacionados ao Banco Master.
Gonet nega ter mantido relação de proximidade com Vorcaro. Segundo declarações divulgadas sobre o caso, o procurador-geral afirmou que teve contato com o ex-banqueiro em um evento em Londres e contestou interpretações sobre os encontros e mensagens.
A sessão do Conselho Superior do MPF está marcada para esta sexta-feira (25) e deverá definir os próximos passos em relação à representação.