A defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar o assassinato do advogado Roberto Zampieri, atacou nesta quinta-feira (1º) a credibilidade do depoimento de Antônio Gomes da Silva, réu confesso e apontado como executor do crime.
O advogado Jaime Rodrigues Carvalho afirmou, antes do início do terceiro dia do Tribunal do Júri, que Antônio apresentou quatro versões diferentes durante as investigações e que a própria defesa dele chegou a pedir que fosse submetido a exame de insanidade mental.
Para o defensor de Caçadini, as mudanças nos relatos comprometem a credibilidade das declarações apresentadas pelo atirador.
“O depoimento do Antônio, ele mudou quatro vezes o depoimento. E a própria defesa do Antônio entrou com um pedido para fazer um exame de insanidade mental, porque achou que ele não estava bem das faculdades mentais”, afirmou.
Jaime questionou como as declarações de Antônio poderiam ser consideradas pelos jurados diante do pedido feito pela própria defesa para avaliar sua condição mental.
“Eu não posso levar em consideração o depoimento do Antônio se a própria defesa do Antônio mostra que ele não está bem mentalmente. Então, para mim, é um depoimento que saiu do nada e conseguiu chegar em lugar nenhum”, completou.
Além de Caçadini, também são julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de atuar como intermediador do assassinato.
Zampieri foi morto a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá. O julgamento entra nesta quinta-feira na fase de debates entre acusação e defesa, antes da decisão dos jurados.