O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado, evitou cravar projeções sobre o quantitativo de votos que deve obter na convenção do partido, agendada para esta quinta-feira (30). Para o político, antecipar a escolha dos convencionais representa uma falta de respeito à autonomia do grupo.
A ponderação surge na esteira das declarações do bloco liderado pelo senador Jayme Campos, que sustenta dispor de 35 votos assegurados para emplacar a homologação de sua postulação ao Governo do Estado.
Questionado na última segunda-feira (27) sobre a musculatura do grupo que advoga pelo alinhamento do União Brasil à postulação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Mauro enfatizou a soberania do colegiado.
"Primeiro, eu respeito os nossos convencionais. Ter a presunção de antecipar votos é desrespeitar aquelas pessoas que vão livremente se pronunciar em um processo de convenção", pontuou.
Ao todo, 50 convencionais estarão aptos a participar do pleito interno, detendo total liberdade para delinear os rumos da legenda no pleito eleitoral deste ano.
Na mesa de debates, os filiados sopesarão duas vias principais: a homologação do nome de Jayme Campos ao Executivo estadual ou a adesão ao projeto de Pivetta mediante coligação com a federação partidária.
O ex-governador detalhou ainda que, sacramentada a deliberação do União Brasil, o passo seguinte exigirá conferir a postura do PP. Se houver convergência de rumos entre as siglas, a federação chancelará a escolha; caso contrário, o martelo final passará pelo crivo da direção nacional.
"Se as decisões forem iguais, a federação homologa. Se forem divergentes, a federação decide e sobe para a nacional homologar. Essa é a regra do jogo, ponto", sintetizou, arrematando que discursos em sentido contrário ferem a democracia interna.