CASO ZAMPIERI

Promotor revela investigação sobre possíveis novos mandantes do assassinato de advogado

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Promotor revela investigação sobre possíveis novos mandantes do assassinato de advogado

O promotor de Justiça Samuel Frungilo revelou, antes do início do Tribunal do Júri que julga os acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, que o Ministério Público mantém uma investigação complementar para apurar a possível participação de outros mandantes no crime.

O julgamento de Antonio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa ocorre nesta terça-feira (29), no Fórum de Cuiabá.

Segundo Samuel, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal apontaram o casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo como mandantes do assassinato. No entanto, um inquérito complementar foi aberto para verificar se outras pessoas também participaram da ordem para matar o advogado.

“As investigações que foram levadas a efeito até o momento pela Polícia Federal e pela Polícia Civil indicam, comprovam como mandantes o casal Aníbal e Elenice, de Rondonópolis, os fazendeiros de Rondonópolis. Mas há um inquérito complementar instaurado a pedido do Ministério Público em andamento para apurar se, eventualmente, nós temos outros mandantes”, afirmou o promotor.

A eventual identificação de novos mandantes não interfere no julgamento desta terça-feira. Os três réus respondem pela execução do assassinato. Antonio Gomes é apontado como autor dos disparos, Hedilerson Fialho como intermediador e Caçadini como responsável pelo financiamento do crime, segundo a acusação.

Samuel também afirmou que as investigações apontaram uma ligação de Caçadini com uma organização criminosa especializada em pistolagem em Minas Gerais. Conforme o promotor, o grupo teria sido contratado para executar Zampieri.

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, com vários disparos de arma de fogo, quando estava dentro de uma picape Fiat Toro, nas proximidades do escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

De acordo com a acusação, o crime estaria relacionado a uma disputa envolvendo uma fazenda. O Ministério Público pede a condenação dos três réus por homicídio triplamente qualificado.

As qualificadoras apontadas pela acusação são crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa, uso de arma de fogo de uso restrito e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento começou após uma primeira sessão, realizada em julho, ser interrompida devido a problemas de saúde apresentados por um dos jurados. Com a formação de um novo Conselho de Sentença, os atos realizados anteriormente precisam ser repetidos.