A defesa de Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, entrou com pedido para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares no processo em que ela é investigada por supostamente aliciar crianças e adolescentes para produção e compartilhamento de conteúdo sexual em Sorriso (420 km de Cuiabá).
O advogado Walter Rapuano sustenta que a jovem está há mais de 30 dias detida na Delegacia de Polícia Civil do município e que o local não teria estrutura adequada para uma permanência prolongada.
No pedido encaminhado à Justiça, a defesa afirma que a unidade policial não possui condições destinadas à custódia definitiva, citando dificuldades relacionadas à estrutura, higiene, alimentação e assistência.
“A Delegacia de Polícia não é, por sua natureza e finalidade, estabelecimento destinado à permanência prolongada de presa”, diz trecho do documento.
A defesa também argumenta que a manutenção da investigada na carceragem por período superior a 30 dias violaria direitos básicos e pediu que Tafnes aguarde o andamento do processo em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Caso a solicitação seja negada, o advogado pediu a transferência imediata da jovem para uma unidade prisional feminina.
Até o momento, a Justiça ainda não analisou o pedido.
RELEMBRE O CASO
A investigação teve início após a Polícia Civil identificar que Tafnes teria utilizado o acesso que possuía às vítimas para produzir e repassar arquivos de abuso sexual infantil ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, que também foi preso.
A polícia chegou ao empresário após análise de dados extraídos do celular da jovem e depoimentos colhidos durante a investigação.
Fábio e a esposa foram alvos da Operação Puer Defensus, deflagrada no dia 15 de julho. Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, armas de fogo, munições e outros materiais que serão submetidos à perícia.
O caso continua sob investigação.