REDAÇÃO PODER MT - A corrida pela presidência da Câmara de Cuiabá no biênio 2027-2028 entrou em uma nova fase após a formação de um bloco político liderado pela atual presidente da Casa, Paula Calil. Com a adesão dos vereadores Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli, o grupo passou a reunir 14 parlamentares e traçou uma estratégia para a disputa marcada para agosto.
O alinhamento foi consolidado durante uma reunião realizada na residência de Paula Calil, que contou com a presença de vereadores aliados, do prefeito Abilio Brunini e do secretário municipal de Governo, Ananias Filho.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o grupo trabalha inicialmente para alterar o Regimento Interno da Câmara e permitir que a atual presidente dispute a recondução ao cargo. No entanto, a proposta depende de pelo menos 18 votos favoráveis, quatro a mais do que a base atualmente contabiliza.
Diante da dificuldade para alcançar esse número, os parlamentares construíram uma alternativa. Caso a mudança regimental não seja aprovada, o bloco deverá lançar Dilemário Alencar como candidato à presidência da Mesa Diretora.
A movimentação ocorre em meio à resistência de vereadores que apoiam a candidatura de Ilde Taques. Esse grupo é contrário à alteração das regras e atua para impedir uma eventual tentativa de reeleição de Paula.
Além dos principais articuladores, participaram do encontro Demilson Nogueira, Rafael Ranalli, Kassio Coelho, Adevair Cabral, Marcus Brito Jr., Wilson Kero Kero, Mario Nadaf, Tenente-Coronel Dias, Marcrean Santos, Cezinha Nascimento e Samantha Íris.
Antes da definição do acordo, porém, houve divergências dentro do próprio grupo. Nos últimos dias, o vereador Demilson Nogueira defendeu que seu nome fosse escolhido para representar o bloco na disputa pelo comando da Casa.
A proposta gerou discussões durante uma reunião realizada no Palácio Alencastro. Conforme relatos de pessoas que acompanharam o encontro, o debate foi marcado por divergências entre parlamentares sobre quem deveria liderar o projeto político.
Sem conseguir reunir apoio suficiente, Demilson recuou da pretensão e aderiu ao entendimento construído pela maioria dos aliados. Com isso, o grupo encerrou o impasse interno e passou a trabalhar unido em torno da estratégia que tem Paula Calil como primeira opção e Dilemário Alencar como alternativa para a sucessão da Mesa Diretora.