O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, deve seguir seu curso para apurar as suspeitas investigadas, mas criticou o vazamento de informações que, segundo ele, antecedeu o cumprimento dos mandados judiciais.
Em conversa com jornalistas, Abilio citou declarações feitas pelo ex-governador Pedro Taques, pelo senador Jayme Campos (União Brasil) e um áudio atribuído à irmã do deputado estadual Júlio Campos (União) como exemplos de informações que teriam circulado antes da deflagração da operação.
Para o prefeito, o conhecimento antecipado da ação acaba prejudicando a própria investigação.
"Uma operação com data marcada, que todo mundo já sabe antes, acaba prejudicando a própria investigação", afirmou.
Abilio também comentou que existe entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a realização de operações envolvendo candidatos durante o período eleitoral. Segundo ele, quando a investigação trata de fatos ocorridos anteriormente, é necessário cautela para evitar interferência na disputa.
Apesar das críticas ao momento da operação, o prefeito ressaltou que todas as suspeitas devem ser apuradas.
"A investigação em si tem que investigar. Investiga mesmo para saber o que houve, se de fato aconteceu aquilo ali", declarou.
Na avaliação de Abilio, nenhuma autoridade deve estar imune ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, desde que o procedimento ocorra de forma técnica.
Ao final, o prefeito afirmou esperar que a imagem da Polícia Federal seja preservada e defendeu que a corporação não seja envolvida em disputas políticas, argumentando que o vazamento de informações pode comprometer tanto a investigação quanto o processo eleitoral.